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Against all the opinion polls, the proposal of the extreme right to ban construction of minarets in the Swiss territory was the winner of the referendum and obtained about one and a half million of votes.
Contre tous les sondages d’opinion, la proposition de l’extrême droite visant à interdire la construction de minarets dans le territoire Suisse a été la gagnante du référendum en obtenant un million et demi de votes.
Contra todas as sondagens, a proposta da extrema-direita para proibir a construção de minaretes nas mesquitas islâmicas do país saiu vencedora do referendo, tendo obtido cerca de um milhão e meio dos votos.
The shockwaves of the result quickly surpassed the borders of Switzerland. For the leader of the French Grand Mosque of Lyon, “it is a vote of intolerance, which turns its back to the legal bases around the world that guarantee freedom of religion.” Kamel Kabtane calls “a reaction of all Muslims, the faithful of all religions and all the Democrats at the European level to prevent this vote, contrary to the fundamentals of Human Rights law.”
On the Amnesty International, the condemnation of the referendum result was immediate, through its spokesman for Europe David Diaz-Jogeix, affirming in a statement that this result “violates both the religious freedom of Muslims residing in the country, and the prohibition of discrimination on the basis of religious beliefs, as set out in various international instruments of human rights that Switzerland is a member.”
The campaign on the referendum resulted in an increase in anti-Muslim sentiment in the whole population. As proof of this sentiment during the campaign several mosques were vandalized.
The reactions of the political left seem to walk down this road. While the Socialist Party blamed “the economic means for not having done more to combat the witch-hunt in recent weeks”, the “Green” indicates that “this result shows how much fear has been fed, having in fact little do with the construction of minarets or the peaceful exercise of freedom of belief.”
The victory by 57.5% in this initiative stunned the Swiss themselves, who will now see the ban being challenged in the European Court of Human Rights to go against religious freedom and minority rights.
One of the cornerstones of human rights is the principle that all human beings are born free and equal in dignity and rights. Discrimination and harassment based on race or ethnicity are clear violations of this principle.
Although racial discrimination can take many forms, from the most brutal and institutional form of racism – the genocide and apartheid – to more covert means through which certain racial and ethnic groups are prevented from enjoying the same civil, political, economic, social and cultural rights as other groups in society.
The right of ethnic and racial groups to enjoy their own culture, practice their own religion and use their own language, appears in many international treaties on human rights and is an acknowledgment that all racial and ethnic groups are free to act according to their cultural heritage.
By prohibiting the construction of minarets in its territory, Switzerland commits a violation of religious freedom of Muslim minorities that if allowed opens a dangerous precedent in Europe and undermines the powers of the European Court of Human Rights.
As ondas de choque do resultado rapidamente ultrapassaram as fronteiras da Suíça. Para o líder da grande mesquita francesa de Lyon, “trata-se de um voto de intolerância, que vira as costas às bases jurídicas que em todo o mundo garantem a liberdade de religião”. Kamel Kabtane apela “a uma reacção de todos os muçulmanos, dos fiéis de todas as religiões e de todos os democratas a nível europeu para impedir que esta votação, contrária aos fundamentos do direito, venha a tornar-se lei.”
Do lado da Amnistia Internacional, a condenação do resultado do referendo foi imediata A Amnistia, através do seu porta-voz para a Europa David Diaz-Jogeix. considerou em comunicado que este resultado “viola tanto a liberdade religiosa dos muçulmanos residentes no país, como a proibição da discriminação na base de crenças religiosas, tal como estabelecida em diversos instrumentos internacionais de direitos humanos de que a Suíça faz parte”.
A campanha em torno do referendo traduz-se num aumento dos sentimentos anti-muçulmanos no conjunto da população. A comprovar esse sentimento, durante a campanha várias mesquitas foram vandalizadas.
As reacções políticas da esquerda vão neste sentido. Enquanto o Partido Socialista responsabilizou “os meios económicos por não se terem empenhado mais na luta contra a verdadeira caça às bruxas das últimas semanas”, os “Verdes” assinalam que “este resultado mostra o quanto o medo foi alimentado, tendo na verdade pouco que ver com a construção dos minaretes ou o exercício pacífico da liberdade de crença”.
A vitória por 57,5% desta iniciativa surpreendeu os próprios suíços, que verão agora a proibição ser contestada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por ir contra a liberdade religiosa, bem como os direitos das minorias.
Uma das bases fundamentais dos direitos humanos é o princípio que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Discriminação e perseguição com base na raça ou etnia são portanto claras violações desse princípio. A discriminação racial pode tomar muitas formas, desde a mais brutal e institucional forma de racismo – o genocídio e o apartheid, até formas mais dissimuladas através das quais determinados grupos raciais e étnicos são impedidos de se beneficiarem dos mesmos direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais comuns a outros grupos da sociedade.
O direito de grupos étnicos e raciais de desfrutar de sua própria cultura, de praticar sua própria religião e de usar sua própria língua, aparece em muitos tratados internacionais de direitos humanos e é de consenso que todos os grupos étnicos e raciais são livres para agir de acordo com suas heranças culturais.
Ao proibir a construção de minaretes a Suíça incorreu numa violação dos direitos de liberdade religiosa das minorias muçulmanas que caso seja permitida abre um precedente perigoso na Europa e põe em causa os poderes do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Les ondes de choc du résultat ont rapidement dépassé les frontières de la Suisse. Pour le leader français de la mosquée de Grand Lyon, «c’est un vote de l’intolérance, qui tourne le dos aux bases juridiques dans le monde, qui garantissent la liberté de religion». Kamel Kabtane appelle «une réaction de tous les musulmans, les fidèles de toutes les religions et tous les démocrates au niveau européen pour empêcher ce vote, contraire aux principes fondamentaux des droits de l’homme.”
D’Amnesty International, la condamnation du résultat du référendum a été immédiate, à travers son porte-parole pour l’Europe David Diaz-Jogeix, qui a confirmé dans un communiqué que ce résultat »viole à la fois la liberté religieuse des musulmans qui réside dans le pays, et l’interdiction de la discrimination fondée sur la base de croyances religieuses, comme indiqué dans divers instruments internationaux des droits de l’homme que la Suisse est membre. “
La campagne sur le référendum a entraîné une augmentation des sentiments antimusulmans dans la population tout entière. Comme preuve de ce sentiment durant la campagne, plusieurs mosquées ont été vandalisées.
Les réactions de la gauche politique semblent marcher dans cette voie. Alors que le Parti socialiste a accusé les “les moyens économiques pour ne pas avoir fait davantage pour lutter contre la chasse aux sorcières dans les dernières semaines», le «vert» indique que «ce résultat montre à quel point la peur a été nourri, ayant en fait peu a avoir avec la construction des minarets ou l’exercice pacifique de la liberté de croyance. “
La victoire par 57,5% de la initiative abasourdi les Suisses eux-mêmes, qui vont maintenant voir l’interdiction d’être contestée devant la Cour européenne des droits de l’homme d’aller contre la liberté religieuse et les droits des minorités.
L’un des piliers des droits de l’homme est le principe que tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. La discrimination et le harcèlement fondés sur la race ou l’origine ethnique sont des violations manifestes de ce principe.
Bien que la discrimination raciale peut prendre de nombreuses formes, de la forme la plus brutale et institutionnelles du racisme – le génocide et l’apartheid – à des moyens plus ou moins masquées par laquelle la race et certains groupes ethniques sont empêchés de jouir de la même façon les droits civile, politiques, économiques, sociaux et culturels que d’autres groupes dans la société.
Le droit des groupes ethniques et raciaux de jouir de leur propre culture, pratiquer leur propre religion et d’utiliser leur propre langue, apparaît dans de nombreux traités internationaux relatifs aux droits de l’homme et constitue une reconnaissance que tous les groupes raciaux et ethniques sont libres d’agir en fonction de leur patrimoine culturel.
En interdisant la construction de minarets sur son territoire, la Suisse commet une violation de la liberté religieuse des minorités musulmanes que si on les laisse ouvre un précédent dangereux en Europe et sape les pouvoirs de la Cour européenne des droits de l’homme.
